Acerca de mim

A minha foto
Cidade Fantasma
Sou preto ou branco, cinzento nunca... Sou chuva ou sol, nebulado nunca... Sou fria ou quente, morna nunca...

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Amor Mio...

Hoje quis escrever-te mas, DESISTI... Hoje magoaste-me com a tua ausencia mas, nao quero que saibas... Hoje sorri com todos os sorrisos que me ofereceste mas, nao te direi... Hoje recordei quando te pedi que me segurrasses no coracao mas, porque me doi? Porque me doi tanto? Hoje quis partilhar o orgasmo que ja “gozei” mas, escondo o quanto te desejo... Hoje beijei-te uma, duas, varias vezes mas, nao o sentiste...ou teras sentido? Hoje fizeste-me chorar, chorar muito mas, cresci um pouco mais... Hoje nao te entendi mas, desculpo-te...E tu? Desculpas-me? Hoje sinto-me apaixonada por ti mas, tu nao queres acreditar... Hoje atiraste-me ao tapete e depois tiraste-o mas, tu e que es o mestre... Hoje nao queria ter sentido TANTO mas, assim o quiseste... Hoje preferiste o silencio mas, eu queria GRITAR-TE bem alto... Hoje deste-me o MELHOR de ti, mas preciso de mais... Hoje acredito no amanha, mas esta tao longe... Hoje perdi o orgulho por ti mas, nao o amor proprio por mim... Hoje estou as escuras mas, aguardo pelo brilho das velas... Hoje ODEIO-TE por estar a escrever-te, mas QUERO-TE muito... Hoje? Hoje cabe-te a ti... amanha cabe-me a mim... Amanha voarei em segredo em direccao em ti mas, estaras ai? Amanha quero ser a TUA Xerazade mas, nao serao 1001 noites... Hoje? Hoje pensei em escrever-te e nao, NAO DESISTI... “E preciso se perder para depois se ganhar...” Sei que o melhor de mim esta em ti... Hoje? Hoje VOLTEI a escrever... escrever-ME...a escrever-TE...a escrever-NOS. Hoje? Hoje nao quero andar depressa de mais mas, o tempo nao para...

terça-feira, 29 de junho de 2010

sexta-feira, 11 de junho de 2010


CHOREI PORQUE - ESTAVA SIMPLESMENTE - FELIZ
ESTOU CERTA DE QUE AQUELE MOMENTO DESCREVEU NA PERFEIÇÃO O CONCEITO DE FELICIDADE.
DENTRO DE MIM JORRAVA O MEU E O TEU PRAZER – O NOSSO.
ABRI OS OLHOS. MAIS UMA VEZ, O AZUL GUARDAVA OS NOSSOS SEGREDOS.



OUTRA GOTA DE SAL DESCEU E FUNDIU-SE COM AS GOTAS ÁCIDAS DA CHUVA QUE ME LAVAVAM A ALMA – JÁ LAVADA PELO TEU OLHAR.
AINDA QUE TUDO FOSSE BELO DE TÃO SIMPLES E, MÁGICO DE TÃO PODEROSO, E… NENHUM DUENDE NOS PRESENTEOU COM OS INGREDIENTES DA POÇÃO QUE FARIA AQUELE INSTANTE ESTAGNAR NO TEMPO – O AZUL DO CÉU, O VERDE DOS TEUS OLHOS, O ROSA - CHOQUE O DESEJO DE NOS QUERERMOS CADA VEZ MAIS E UMA OUTRA VEZ E, TANTAS OUTRAS MAIS…




A ACIDEZ DA REALIDADE QUEIMOU-ME, MAS NÃO PERMITI QUE DEIXASSE MAZELAS…




PELO MENOS, ENQUANTO A NOSSA PELE DERRETER AO TOCARMO-NOS, ENQUANTO O MUNDO PARAR AO BEIJARMO-NOS, ENQUANTO O SOL NOS CUMPRIMENTAR PORQUE NOS OLHAMOS, ENQUANTO OS MILHAFRES NOS ACOMPANHAREM, ENQUANTO AS QUEDAS DE ÁGUA NOS ABENÇOAREM… MERGULHAREI NOS TEUS BRAÇOS.

segunda-feira, 7 de junho de 2010


No nosso silêncio,

Outro sorriso (in)fundado
Um olhar (in)compreendido
Aquele toque (in)quieto

Corpos aquecidos
Desejo molhado
Que rejeito em teimosia
Um arrepio denuncia

Um querer(te) (im)possível...

CÚMPLICES

A noite vem às vezes tão perdida
E quase nada parece bater certo
Há qualquer coisa em nós inquieta e ferida
E tudo o que era fundo fica perto
Nem sempre o chão da alma é seguro

Nem sempre o tempo cura qualquer dor
E o sabor a fim do mar que vem do escuro
É tantas vezes o que resta do calor


Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho


Trocámos as palavras mais escondidas

Que só a noite arranca sem doer
Seremos cúmplices o resto da vida
Ou talvez só até amanhecer
Fica tão fácil entregar a alma

A quem nos traga um sopro do deserto
Olhar onde a distância nunca acalma
Esperando o que vier de peito aberto


Se eu fosse a tua pele

Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho



Mafalda Veiga

sexta-feira, 28 de maio de 2010






O SILÊNCIO DOS INOCENTES...

Algumas crianças gostariam que os seus pais fossem animais...


É NA INVISIBILIDADE DAS PEQUENAS PERCEPÇÕES QUE SE ESCONDEM OS MAIS SECRETOS SEGREDOS.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010


Quando eu morrer, não contes a ninguém.
Envolve o meu corpo frio com um dos mantos de areia que alagámos de beijos quando nos esquecemos do tic-tac das horas dos ponteiros a passar rápido demais e, não havia ainda quem soubesse de nós;
Leva-me depois para junto do mar, onde possa ser apenas mais um poema - como esses que eu (te) escrevia assim que a madrugada me confrontava com o ter de me deitar apenas com a tua sombra.

Quando eu morrer, deixa-me a ver o mar do alto de um rochedo e jamais chores, nem encostes os teus lábios na minha boca fria. Recorda-me quente…
E promete-me que rasgas as minhas roupas em pedaços tão pequenos, quão pequenos os grãos de areia que nos acolheram; e promete-me que depois os lanças na solidão de uma onda em espiral tão azul, quão azul o céu que me ofereceste e me queima o peito…
E partes sem olhar para trás uma única vez…
No azul te espero.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.

Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis!"




F.P

sábado, 15 de maio de 2010

HOJE...FIZEMOS DE NÓS UM POEMA.

Hoje versava, enquanto os nossos corpos se contraíam numa luxúria puramente carnal.
Escrevi poesia com as minhas unhas nas tuas costas,
enquanto lambias cada gota de mim.
Ofegante, gemia metáforas enquanto me olhavas bem
fundo…dentro de mim.
Hoje… fizemos de nós um poema.

terça-feira, 11 de maio de 2010

"Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender -
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer

Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada."



Fernando Pessoa

Eis o centro do corpo do meu corpo onde os dedos escorrem devagar e logo voltam esfregam correm e voltam sem cessar.
E então são os meus já os teus dedos e são meus dedos já a minha boca que vai sorvendo os lábios dessa boca tua que quero manipular.
Ardência funda que trepa e fende já sem tempo calando o grito emudecendo o peito.
E todo o corpo nesse movimento em torno em volta no centro desses lábios que a febre escalda engrossa e avoluma e vai cedendo a pouco e pouco nos dedos e na palma.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

AUTO-PREPARAÇÃO

Agora ronrona noutro lugar – lá no céu dos gatos.
O que me espanta não é a morte. Mais incrível, para mim, é a indiferença total das coisas. O absurdo está em saber que o meu mundo não tem mais a sua presença.
Carros passam a buzinar; meninos sem educação põem o dedo no nariz; os pedreiros insistem na construção do prédio aqui ao lado que nunca mais termina e eu, estou afundada em relatórios e papéis a simular o adiantar de serviço porque um “gato é apenas um gato”.
A dor esquarteja-me, sinto-me nauseada e repito: “quando chegar, ele está vivo…quando chegar, ele está lá…”


Pois está! Ele está lá. Vou continuar a respirar o ar em que ele miava; os seus pêlos laranja misturar-se-ão à poeira dos móveis; o som do ronronar é-me nítido. A sua tigela ainda vai lá estar…com os restos da última refeição…
O meu pensamento é alaranjado pela sua cauda acompanhada pelos pequenos pulinhos com que me recebia…


Não adianta… o escuro tornou-se mais escuro do que antes.
Tudo se move. Menos Ele.


Ele vive no céu dos gatos. E nós, no inferno dos humanos.

terça-feira, 4 de maio de 2010


Na semana que vem, sim, ou… depois de amanhã...
Amanhã levarei o dia a pensar na semana que vem,
Hoje à noite tenho de pensar o dia de hoje, para planear o amanhã
Mas ontem não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A ilusão da minha objectividade subjectiva,
O sonho da nossa vida real acordado
Pelo cansaço do dia-a-dia
Um confronto de mundos para apanhar o vai e vem e volta especial
Este espírito nómada...
Na semana que vem, sim, ou… depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-me para pensar no amanhã do dia seguinte...
Da semana que vem.
Já tracei um plano mas não hoje… já estava traçado.
Esta alma desatinada
Vai debruçar-se à janela para conquistar o outro mundo.
Ontem à noite
Confidente a almofada, boceja
Pelo cansaço de todas as noites.
Esta noite será igual
Na semana que vem, sim, ou… depois de amanhã...
Também.
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito e muito de repente, de dentro...
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Não a esventrem, não, ela sabe que é segredo também.
Quando era criança a casa na árvore divertia-me toda a semana.
Quando era criança o meu querubim divertia-me toda a semana.
Quando era criança a caça ao tesouro divertia-me toda a semana.
Hoje não me divirto toda a semana... também já não sou criança?
Na semana que vem, sim, ou… depois de amanhã...
Serei outra,
Hoje não quero dormir, porque amanhã acordarei com um pesadelo
Mas não consigo comandar o bater das pestanas
Tenho muito sono. Tenho de descansar
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
para apanhar o vai e vem e volta especial
Na semana que vem, sim, ou… depois de amanhã...
Antes de hoje, não...
O dia-a-dia de amanhã castiga
Porque é para ontem.

Serei finalmente o que hoje não posso nunca ser
Na semana que vem, sim, ou… depois de amanhã...
Te direi as palavras que te disse ontem.
De corpo cansado
Adormeço na pausa
tão serena
do nosso adeus
que tardou a acontecer.
Na semana que vem, sim, ou… depois de amanhã...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Gosto de ti.
Gosto de ti quando me fazes sorrir, rir e gargalhar.
Gosto de te sentir sorrir.
Gosto que te rias dos meus delírios.
Gosto da tua forma de falar.
Gosta da tua forma de asneirar.
Gosto de te surpreender.
Gosto de ti porque gosto da tua sinceridade.
Gosto de ti porque me contas histórias.
Gosto de te ouvir acordar.
Gosto de acordar contigo.
Gosto de te seduzir.
Gosto da (in)tranquilidade que me fazes sentir.
Gosto de ti porque sem falar pensamos exactamente “nisso”.
Gosto do teu riso irónico, quando digo alguma coisa estúpida, ou quando digo uma verdade ou…quando digo uma mentira…
Gosto quando ficas baralhado.
Gosto quando te esqueces.
Gosto de lembrar-te.
Gosto de irritar-te.
Gosto da nossa frontalidade.
Gosto da nossa ambiguidade.
Gosto de gostar de te pedir desculpa.
Gosto de ti porque me desculpas.
Gosto que saibas tudo de mim.
Gosto que saibas tão pouco.
Gosto da tua voz.
Gosto de confiar em ti.
Gosto da nossa liberdade.
Gosto de saber que estás bem.
Gosto simplesmente de saber de ti.
Gosto de ficar horas a conversar contigo.
Gosto do nosso silêncio.
Gosto de sorrir a pensar em ti.
Gosto porque não sei não gostar de ti.
Gosto de ti.


E vou gostar sempre.


quarta-feira, 21 de abril de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

RELATIVIDADE


Agora
tudo é mentira,
até mesmo a verdade
da minha ausência.

Será tudo verdade,
até a mentira
quando estivermos nos braços?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010





1 HORA = 3600 SEGUNDOS



1 DIA = 86.400 SEGUNDOS



7 DIAS = 604.800 SEGUNDOS



31 DIAS = 2678.400 SEGUNDOS

segunda-feira, 12 de abril de 2010


O meu saco lacrimal secou!

Senti-me chorar convulsivamente...lágrimas secas...

Quis muito chorar! A situação exigia, os outros exigiam e...nada...


Senti o meu peito rebentar, solucei em seco, o meu estômago recolheu e, nada!

Não jorrei uma única gota de sal!


Os meus olhos viraram-me as costas. Já não querem ser parte de mim... escorreram com a chuva, envergonhados.


Estou absurdamente incapacitada!

terça-feira, 23 de março de 2010

BEIJAR-TE SERÁ
COMO CHORAR DEBAIXO DE ÁGUA...

UMA ALEGRIA SILENCIOSA...

segunda-feira, 22 de março de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010


Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dele,

E vendo-o sempre de maneiras diferentes do que o encontro a ele.

Faço pensamentos com a recordação do que ele é quando me fala,

E em cada pensamento ele varia de acordo com a sua semelhança.


Amar é pensar.E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nele.

Não sei bem o que quero, mesmo dele, e eu não penso senão nele.

Tenho uma grande distracção animada...

Quando desejo encontrá-lo

Quase que prefiro não o encontrar, para não ter que o deixar depois.

Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero.

Quero só Pensar nele.



Não peço nada a ninguém, nem a ele, senão pensar.




A.C
P

Amo-TE

Incondicionalmente

quarta-feira, 17 de março de 2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

HOJE...FAZIA DE NÓS UM POEMA.



sábado, 13 de fevereiro de 2010

"Tento rasgar o peito desesperada" para te arrancar...


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Amanhece...o dia assemelha-se a mim...
O céu = o meu semblante...
As ruas, ruelas e trilhos= a alma...
Tento rasgar o peito desesperada por arrancar a dor que me dilacera, dor que me faz viver(te)!
Um sinal intermitente alerta-me para o perigo de...querer (te) demais.
Hoje acordaste mudo.
A nossa inconstância permite,
num mesmo dia,chorar, sorrir, gargalhar, sentir e silenciar, amar e...
chorar.
Aguardo-te...
"mais do que possas imaginar"



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

HOJE PERPLEXA - MAIS UMA VEZ - PERANTE A TUA IMENSIDÃO PERCEBI,

NÃO TENHO MEDO DE MORRER,
ANTES TENHO UM MEDO DE MORTE DE VIVER...





sábado, 23 de janeiro de 2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

"Tenho Mais Almas que Uma"

"Vivem em nós inúmeros;
Se penso ou sinto, ignoro
Quem é que pensa ou sente.
Sou somente o lugar
Onde se sente ou pensa."

"Tenho Mais Almas que Uma"

"Há mais eus do que eu mesmo.
Existo todavia
Indiferente a todos.
Faço-os calar: eu falo.
Os impulsos cruzados
Do que sinto ou não sinto
Disputam em quem sou.
Ignoro-os. Nada ditam
A quem me sei: eu escrevo."

Ricardo Reis

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

EM 2010...

"Sê!
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,

Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.


Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas."

Pablo Neruda
Comecem logo no primeiro dia a pensar no que querem ou podem SER. E sejam!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009


Companheiras de aventuras e desventuras Hoje, caminhamos lado a lado…

Tempos houve em que tropecei e, deixei-me tombar sozinha – deixámo-nos!
Travaste batalhas de causas perdidas, perdeste-te, encontraste, tornaste a perder e ainda não te encontraste. Eu, desencontrada deixei-te perder. Perdoa-me…

Agora e depois de me ter erguido, buscarei a teu lado fragmento a fragmento da tua vida despedaçada! Maldito destino!
Agora e depois de me ter erguido, recuperei-te e jamais quero voltar a perder-te. Fazes parte de mim, das minhas memórias passadas e futuras, dos meus pensamentos sentidos e das minhas orações pensadas – tu e a tua “entranha”.

Se…
…”o mundo era nosso”. Amiga, o mundo É nosso! Compromissos comprometidos ainda assim, comprometo-me a sonharmos juntas sonhos por nós sonhados…hoje ou amanhã e, para sempre…

We will wake up in a city that never sleeps!!!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009



O Pai Natal está doente! Mais do que o corpo mirrado dentro de um fato já puído outrora vermelho escarlate, o seu espírito foi consumido pelo excesso de consumo.
O seu olhar transparece esta dor, mas a cada pestanejar, confortam-no as memórias dos sorrisos das crianças que sorriu.
Agora é, apenas mais um velho trapo desnudo e largado. A barba amarelecida pelo vento, leva-me a voar por entre um céu breu estrelado – estrela cadente dos meus sonhos de infância – o trenó, que jurava em palavra de escuteira ter visto, atrelado ao Rudolfo que me piscava sempre o olho nas Vésperas de Natal.


O Pai Natal está magoado!

As crianças não mais escrevem cartas, mas antes enviam-lhe correio electrónico.
O Pai Natal já não desce pela chaminé – sobrevivemos em blocos de cimento com aquecimento central.
O Pai Natal já não aparece de surpresa na ceia – as famílias já não existem.
O Pai Natal já não sai à rua – encontramo-lo nos centros comerciais.
O Pai Natal já não tem trenó – foi vítima de carjacking.
O Pai Natal já não é barrigudo – é demodé.

Poucos sentirão a saudade que já te sinto.
O Pai Natal não existe!
Hoje O Pai Natal morreu!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

PEGA LÁ, MORANGO!

Hoje, surpreendentemente recordei um spot dos anos 90: “E se de repente um desconhecido lhe oferecesse flores?”
Pois…mas e, se de repente, num IMPULSO um conhecido lhe oferecesse um PACOTE DE PASTILHAS ELÁSTICAS?!

Limpinha que sou e, para as mentes mais perversas, ficam a saber que sou briosa na minha higiene oral aliás, sou uma fã e frequentadora assídua dos consultórios dentistas.
Por estranho que apareça, a oferenda está associada a um cocktail de champagne divinal que ontem degustei ao final da tarde (invejoso).
Vindo de ti, caro Eng.º, num impulso resolvi aqui vir louvar um sentido de humor teu, que desconhecia. Agradeço o “sorriso trident” que me provocaste.

Só um reparo: numa próxima oportunidade oferece-me com sabor a menta e hortelã, gosto de coisas fresquinhas como eu. As pastilhas de morango são uma grande trafulhice, sabem-me a tudo menos àquele pomo encarnado e suculento. Ou então, oferece mesmo morangos – vai muito bem com champagne.
Fico à espera que brindes comigo ;-)

Isto foi o que tive vontade de te fazer!!!



:-D :-D :-D

terça-feira, 17 de novembro de 2009

ODNUM OA OIRÁRTNOC



E se astro-rei fosse o arco-íris?
E se os cigarros fossem molhados?
E se as sereias existissem?
E se os gelados fossem salgados?
E se as lágrimas fossem secas?
E se as gavetas nunca fechassem?
E se o mundo parasse?
E se as flores não desabrochassem?
E se as serpentes voassem?
E se os livros falassem?
E se as crianças nunca chorassem?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A sombra pronunciada pela entrada escura – atraiu-me.
A tua sedução ingénua minorou os meus receios.
Permitiste-me conhecer-te.
Depois dos iniciais sorrisos tolhidos, conquistaste os meus.
Hoje reconheço-te por amigo.


Enxaguaste vezes sem conta as memórias, até tornar impossível a sobrevivência de qualquer gota de suor ou lágrima – assim te senti.
Certa noite, disseste-me que o arco-íris era a perfeita analogia de mim. Análogo a ti: um céu em tons cinzento desmaiado.
Deste-me o branco luz da tua mistura com o negro e eu, o violeta raro da minha mistura com o azul.

Vejo-te seguir às apalpadelas pelo buraco onde estiveras prisioneiro. Agora que nos conhecemos, a opção de voltares a viver na tua cela, não está mais ao teu alcance.

Deixa-te inebriar pelos aromas encantados, deixa-te que eles se impregnem pelo teu cabelo, por ti, por toda a parte. Os teus sonhos terão esse cheiro.




segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Conheces-me bem, mas não sabes quem sou, afinal…
Vives em mim, viciada em ti estou.
Certa sei, que já aí não moro. Porque (não) me queres mal?
Asa partida, meu pássaro voou.

Passei ao teu lado, mas não sabes quem sou, afinal…
Sou pervertida,
Assemelho-me a ti, tal e qual!
Lembras-te? Paixão esquecida.

Sonhei ao teu lado, mas não sabes quem sou, afinal…
Em aguarela incolor,
Pintaste-te tão mal,
Auto-retrato pincelado de dor.

Gargalhei ao teu lado, mas não sabes quem sou, afinal…
Se soubesses - mais vezes aqui virias!
Se te dissesse - sou a tal!
Jamais acreditarias…

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

AUTO-INTERPRETAÇÃO


"Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros).
Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me aponta traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho.

Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.


Como o panteísta se sente árvore [?] e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada [?], por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."



Fernando Pessoa

terça-feira, 13 de outubro de 2009


PERCORRO AS ONDAS ABISSAIS DESTE NOSSO MAR.

QUISERA O DESTINO QUE ESTE MEU RIO LAMACENTO E O TEU, CORRENTE DE SENTIMENTO, SE DESAGUASSEM...

AS LÁGRIMAS SERÃO SECAS E SALGADAS.



INSISTEM, UMA A UMA...

EXISTEM, CADA UMA...



AS MARÉS VIVAS, PASSARAM.

AS MARÉS CHEIAS, CHEGARAM.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

PROMESSA


Menino Rosa

De onde apareceste tu?


No meu mundo cor-de-rosa, mergulhamos juntos os dois e, de mãos dadas, recitamos prosa...



Eu, Mulher-Menina,

Metamorfose caprichosa,

Vôo libertina

De alma curiosa.



Cruel loucura encarcerada, sorriu simplesmente, menina Emancipada, mulher que Mente.




E se dissesses o meu nome, eu morreria de amor... Devo, por isso, afastar-me de ti - não por temer a morte, porque de morte já morrida ninguém morre, mas porque se fosses chuva...as tuas gotas seriam cristais que transformariam as ondas em safiras e os corais em esmeraldas...



segunda-feira, 28 de setembro de 2009


Raul Moita, pseudónimo de Edgar Élio Fernandes Vieira, Eng.º Civil, trocou as obras de betão pela pintura. Reside em Sta. Maria da Feira e utiliza técnicas mistas para dar vida ao seu Expressionismo.


As tributações da vida e os amores, levaram-no um dia a escrever:


“Quis eu amar lúcida e virilmente uma celeste criatura. Quis ela me ignorar ríspida e silenciosamente numa horrível tortura. Pinto porque nunca a ignorei.”
Nas suas obras transparece alguma intranquilidade porque parece que procura algo que ainda não encontrou.



Vale a pena a exposição "Há um gato no meio dos rostos".



A pintura acima, "Depois da Flagelação", é um exemplo disso.




http://facesdacor.blogspot.com/

sexta-feira, 18 de setembro de 2009


O PROMETIDO É DE VIDRO E,

POR ISSO, TANTAS VEZES SE QUEBRA...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

SIMULADA

- Olha lá! Dás-me um coice?!



(Não calculas a vontade que tenho de o fazer)
- Não querido! Não te quero magoar!
- Sim MULA dá.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

PELO PÚB(L)ICO

Num destes dias de ócio puro e duro (revoltada), refastelada no meu sofá (desconfortável) decido dar uma oportunidade à caixa que emoldura tantas famílias, num quadro que até parece feliz e, começo uma odisseia de zapping.
Guiada pela máxima "o nacional é bom", travo num desses programas da manhã (recuso fazer publicidade) e fico absorta pela estória exposta.



Um suposto hermafrodita é o convidado (actor principal), porque a sua "mais-que-tudo" (2ª protaginista) resolva contar o drama das suas tristes vidas (tudo com o intuito de o (se) ajudar).

Ele nasceu "com dois sexos". Agora com 24 anos confessa que o seu purgatório foi pejado de tentativas consecutivas de suicídio (insólito nunca ter acertado).

Este suposto hermafrodita conheceu a sua "cara-metade" a navegar neste mundo cibernáutico (como tantos outros). Apenas lhe contou a sua história quando se conheceram pessoalmente. Ela confessa: após o choque inicial, compadece-se dele! Vivem um amor imenso e fazem amor intenso porém, ela nunca viu o seu corpo na totalidade (e mais qualquer coisa ;-)).



Estão presentes os tão aclamados especialistas que fazem grandes dissertações acerca do tema revelando até, os mais recentes estudos na área.

O púb(l)ico está ao rubro porque a seguir a um "curtíssimo intervalo" este hermafrodita vai fazer uma "revelação surpreendente, aguardem!".


Atónita, apercebo-me que durante a apresentação dos "spots" surgem, no canto superior direito, os dois minutos em contagem decrescente (que evolução)! Dou por mim estupidificada a contabilizá-los...


15, 14, 13, 12, 11, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1


"Como prometido, cá estamos!" - grita... mais um pouco de suspense...



E eis senão quando... o suposto hermafrodita não é mais do que "um homem preso num corpo de mulher!" Roga à namorada: "perdoa-me!" e... ambos choram sobre o...bem...leite derramado??? Levo como que um estalo! Acordo e penso: Desculpem?! Durante o amor imenso e o amor intenso o que é que escapou à namorada?! Os meus pensamentos são, agora, perversos.

O púb(l)ico está estarrecido...não quero tecer mais qualquer comentário.
Alterno entre os outros canais e as histórias sucedem-se cada uma mais bizarra que a outra. Os apresentadores simulam constrangimentos (actores secundários). Que rico elenco existe, pelos programas da manhã.
A sensação que me percorre é de uma comichão imensa ( e não é nos pés). Vou aproveitar um conhecimento que adquiri nesta minha manhã tão produtiva e confirmar a eficácia do "Canesten", passo a publicidade.
Aproveito para vos sugerir a análise do vídeo abaixo (não o spot que vi), realizado por mulheres, no caso, presas num corpo de homem ;-)
Lamento, Pelo Público, não existem quaisquer limites morais...



sexta-feira, 4 de setembro de 2009

TURBILHÃO



Um porto seguro que um dia quis ter



Naufraga na minha inquietude solitária



O amparo da tua voz falando suave



Emudece diante dos meus gritos



A protecção dos teus braços me segurando



Desaparece com os socos nas paredes



O sonho bom de te ser leve



O vento do furacão traga e consome



O desejo de te ser branco-puro



A tinta que derramei encobre, sufoca...






Ricardo Rech










O meu sangue pulseia; fervilha e a minha pele borbulha freneticamente, qual lava incandescente...ilusão.




Provocas-me! Deixo de me reconhecer! Não quero ser assim! Transformas-me!

Odeio-te por isso, por isto, por aquilo.






Quem és tu e o que fazes aqui??? Porque vives em mim? Porque permaneces aqui?






Estou exausta. As questões acumulam-se como as ervas-daninhas que entristecem o meu jardim.





As respostas? Procuro-as desesperadamente em ti...não as encontro em mim.






Desertificas-me! A minha esperança reside na vegetação rarefeita que se esforça por dar um pouco de cor aqui e acolá nesta tela que teima em querer ser uma obra-prima.





Hoje acordei FELIZ e cheia de LUZ...
Sinto-me FELUZ!!!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

DECEPÇÃO: Vida e/ou Morte???




Porque nos decepcionamos (uns) com os outros? Como é possível decepcionarmo-nos connosco próprios?
A decepção é um sentimento tão frustrante e agonizante que (quase) nos impede de continuar.
Será um problema de ansiedade, de querer que tanto se realize, que tanto aconteça, que tanto… (suspiro).
E acordar? Arrastarmo-nos da cama, levantar um corpo que já não conhecemos mais, olharmo-nos no espelho e, “quem és tu?”.
Afundados num Mar Negro, olhamos perplexos os que nos dizem: “Vá, não é nada!”.


DEIXEM-NOS!!!


Deixem-nos cremar a decepção, deixem-nos fazer o luto, deixem-nos rir como loucos e abafar nas lágrimas engolidas, deixem-nos cair no abismo (não nos salvem, por favor!), deixem-nos perder o juízo, deixem-nos usufruir da solidão, e se quisermos…



Deixem-nos Morrer.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

APIFOBIA


Começar de novo
E contar comigo
Vai valer a pena
Ter amanhecido
Ter-me rebolado
Ter-me debatido
Ter-me machucado
Ter sobrevivido
Ter virado a mesa
Ter-me conhecido
Ter virado o barco
Ter-me socorrido
Começar de novo
E contar comigo
Vai valer a pena
Ter amanhecido
Sem as tuas garras
Sempre tão seguras
Sem o teu fantasma
Sem tua moldura
Sem tuas escoras
Sem o teu domínio
Sem tuas esporas
Sem o teu fascínio
Começar de novo
E contar comigo
Vai valer a pena
Já ter te esquecido
Começar de novo

(Começar de novo - Ivan Lins)


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

À PROCURA...


Com três dias de férias resolvi aproveitar para ir à procura de mim. Muni-me de bagagens e, confesso que de alguma tecnologia sem a qual tenho alguma dificuldade em sobreviver: um MP4, o GPS, o Laptop e o telemóvel pessoal.

A aventura consistiu em ir apenas COMIGO PRÓPRIA conhecer o litoral alentejano e em plena época alta, não ter reservado "pouso".

Parto rumo a nenhures e após cerca de duas centenas de kilómetros parei, fiz uma pesquisa e decidi: Porto Covo!
Inseri a morada et voilá: êi-la chegada a um lugar ainda muito agreste após kilómetros de terra a perder de vista. Chego ao centro. Centro? Bem, é o que lhe chamam. Agora teria de saber onde passar a noite. Após alguns telefonemas, estava difícil arranjar um local para o sono da guerreira. Fim-de-semana, início de Agosto..."Estavas à espera do quê???"
Estaciono no único lugar que encontrei; conseguir tirar depois o carro dali, seria um problema a resolver mais tarde.
Deambulei e descobri um hotel, o ÚNICO. Entrei e fui atendida de forma muito cortês por uma recepcionista (gosta do que faz). Fui confrontada com o hotel lotado e informada de que apenas nos dois dias seguintes é que teriam um quarto (segunda e terça). Sim, mas e esta noite? Contei-lhe para quem já tinha ligado. Ela fez uns telefonemas e nada. Convidou-me a tomar um café e sossegou-me: "Se não conseguirmos mais nada, fica aqui na recepção no sofá, não há problema!"
Confesso que tudo isto me estava a dar um gozo enorme e, não continha o sorriso.

Alguns minutos depois e com um sorriso enorme de satisfação, diz-me:
"Hoje vai ficar em casa da minha tia. Ela tem um quarto e amanhã cá a esperamos. Este é o contato, chama-se Isália." Isália? Bem, foi para isto que vim, vamos ver o que me espera.
Outra senhora simpatiquíssima abriu-me a porta, fácil de encontrar porque Porto Covo tem apenas alguns metros quadrados ;-)
"Seja bem-vinda! Então vem assim? Sem marcar nada? Já estamos habituados, sabe? Então com os surfistas... Mas sozinha..." - disse ela numa doce pronúncia vicentina acompanhada por uma menina com os seus 10 anos de idade, que sorria também.
Limitei-me a sorrir.
Acompanhou-me ao quarto. Era branco pálido, com uma decoração caracterísitca e abarrotar de "biblôts": eram o orgulho da D. Isália, a quem eu insistia em chamar de Isilda...

Novo dia, nova busca.

Porto Covo é uma Vila pacata, onde ninguém fecha a porta de casa ou do carro, ou do que quer que seja. Habitada por gente igualmente pacata e de uma simpatia extrema imbuída de um sorriso omnipresente.

Descobri que Porto Covo termina numa rua sem saída, que tem uma praia de nudistas, que tem avestruzes, que tem o melhor arroz de polvo que alguma vez degustei no restaurante "O Luís", que a Ilha do Pessegueiro não tem pessegueiro nenhum, que o Parque de Campismo da Ilha do Pessegueiro não é na ilha mas sim de frente a ela, que... enfim, desafio-vos a irem em busca de novas descobertas.

Entre outras aventuras, procurei por praias desertas análogas ao meu espírito. Todas elas anónimas e selvagens. Surpreendi-me porque todas foram assoladas por ventanias e, não por leves brisas frescas. Criei até a teoria horripliante e nada romântica de que afinal o Vizir de Odemira, como canta o Veloso, não se matou por amor quando era novo, mas afinal terá morrido porque, enquanto estava em cima da falésia a roer uma laranja, uma semelhante ventania o atirou para o abismo ;-)

Valeu a pena? Se me encontrei? Hummm, devo dizer-vos que esta busca foi inspirada num "outdoor" gigantesco "plantado" num terreno baldio à chegada de Porto Covo que dizia: "Outras palavras, outras promessas, o mesmo céu."

A insanidade faz-me bem...
;-)

terça-feira, 21 de julho de 2009

DESPENTEM-SE!

«Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade... O mundo é louco, definitivamente louco...O que é bom, engorda. O que é lindo, custa caro. O sol que ilumina o teu rosto, enruga-o. E o que é realmente bom nesta vida, despenteia...
Fazer amor, despenteia! Rir às gargalhadas, despenteia! Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia! Tirar a roupa, despenteia! Beijar com paixão, despenteia! Brincar, despenteia! Cantar até ficar sem ar, despenteia! Dançar até duvidar se foi boa ideia calçar aqueles saltos naquela noite, deixa o teu cabelo irreconhecível...
Então, como sempre, cada vez que nos virmos eu vou estar com o cabelo todo despenteado..., mas podes ter certeza que estarei a passar por um bom momento. É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decidir ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.
Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora, o aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença: penteia o cabelo, compra, corre, emagrece, come coisas saudáveis, caminha direita, sê séria... é, talvez deveria seguir as instruções, mas quando me vão dar a ordem de ser feliz? Por acaso não se dão conta que para ficar bonita, tenho que me sentir bonita... A pessoa mais bonita que posso ser!? O que realmente importa é que ao olhar-me ao espelho, veja a mulher que devo ser. Por isso, a minha recomendação a todas as mulheres: entreguem-se, comam coisas deliciosas, beijem, abracem, dancem, apaixonem-se, relaxem, viajem, pulem, durmam até tarde, acordem cedo, corram, voem, cantem, arranjem-se para ficarem lindas, arranjem-se para ficarem confortáveis, admirem a paisagem, aproveitem, e acima de tudo:
Deixem a vida despentear-vos!!! O pior que pode acontecer é que, ao rirem-se em frente ao espelho, precisem de se pentear novamente..."

"Resolvi partilhar contigo amiga, porque és linda!"