Acerca de mim
- Shadow
- Cidade Fantasma
- Sou preto ou branco, cinzento nunca... Sou chuva ou sol, nebulado nunca... Sou fria ou quente, morna nunca...
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Amor Mio...
terça-feira, 29 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010

ESTOU CERTA DE QUE AQUELE MOMENTO DESCREVEU NA PERFEIÇÃO O CONCEITO DE FELICIDADE.
DENTRO DE MIM JORRAVA O MEU E O TEU PRAZER – O NOSSO.
ABRI OS OLHOS. MAIS UMA VEZ, O AZUL GUARDAVA OS NOSSOS SEGREDOS.
OUTRA GOTA DE SAL DESCEU E FUNDIU-SE COM AS GOTAS ÁCIDAS DA CHUVA QUE ME LAVAVAM A ALMA – JÁ LAVADA PELO TEU OLHAR.
AINDA QUE TUDO FOSSE BELO DE TÃO SIMPLES E, MÁGICO DE TÃO PODEROSO, E… NENHUM DUENDE NOS PRESENTEOU COM OS INGREDIENTES DA POÇÃO QUE FARIA AQUELE INSTANTE ESTAGNAR NO TEMPO – O AZUL DO CÉU, O VERDE DOS TEUS OLHOS, O ROSA - CHOQUE O DESEJO DE NOS QUERERMOS CADA VEZ MAIS E UMA OUTRA VEZ E, TANTAS OUTRAS MAIS…
A ACIDEZ DA REALIDADE QUEIMOU-ME, MAS NÃO PERMITI QUE DEIXASSE MAZELAS…
PELO MENOS, ENQUANTO A NOSSA PELE DERRETER AO TOCARMO-NOS, ENQUANTO O MUNDO PARAR AO BEIJARMO-NOS, ENQUANTO O SOL NOS CUMPRIMENTAR PORQUE NOS OLHAMOS, ENQUANTO OS MILHAFRES NOS ACOMPANHAREM, ENQUANTO AS QUEDAS DE ÁGUA NOS ABENÇOAREM… MERGULHAREI NOS TEUS BRAÇOS.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
CÚMPLICES
E quase nada parece bater certo
Há qualquer coisa em nós inquieta e ferida
E tudo o que era fundo fica perto
Nem sempre o chão da alma é seguro
Nem sempre o tempo cura qualquer dor
E o sabor a fim do mar que vem do escuro
É tantas vezes o que resta do calor
Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho
Trocámos as palavras mais escondidas
Que só a noite arranca sem doer
Seremos cúmplices o resto da vida
Ou talvez só até amanhecer
Fica tão fácil entregar a alma
A quem nos traga um sopro do deserto
Olhar onde a distância nunca acalma
Esperando o que vier de peito aberto
Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010

Envolve o meu corpo frio com um dos mantos de areia que alagámos de beijos quando nos esquecemos do tic-tac das horas dos ponteiros a passar rápido demais e, não havia ainda quem soubesse de nós;
Leva-me depois para junto do mar, onde possa ser apenas mais um poema - como esses que eu (te) escrevia assim que a madrugada me confrontava com o ter de me deitar apenas com a tua sombra.
Quando eu morrer, deixa-me a ver o mar do alto de um rochedo e jamais chores, nem encostes os teus lábios na minha boca fria. Recorda-me quente…
E promete-me que rasgas as minhas roupas em pedaços tão pequenos, quão pequenos os grãos de areia que nos acolheram; e promete-me que depois os lanças na solidão de uma onda em espiral tão azul, quão azul o céu que me ofereceste e me queima o peito…
E partes sem olhar para trás uma única vez…
No azul te espero.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
HOJE...FIZEMOS DE NÓS UM POEMA.
terça-feira, 11 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010
AUTO-PREPARAÇÃO
O que me espanta não é a morte. Mais incrível, para mim, é a indiferença total das coisas. O absurdo está em saber que o meu mundo não tem mais a sua presença.
Carros passam a buzinar; meninos sem educação põem o dedo no nariz; os pedreiros insistem na construção do prédio aqui ao lado que nunca mais termina e eu, estou afundada em relatórios e papéis a simular o adiantar de serviço porque um “gato é apenas um gato”.
A dor esquarteja-me, sinto-me nauseada e repito: “quando chegar, ele está vivo…quando chegar, ele está lá…”
Pois está! Ele está lá. Vou continuar a respirar o ar em que ele miava; os seus pêlos laranja misturar-se-ão à poeira dos móveis; o som do ronronar é-me nítido. A sua tigela ainda vai lá estar…com os restos da última refeição…
O meu pensamento é alaranjado pela sua cauda acompanhada pelos pequenos pulinhos com que me recebia…
Não adianta… o escuro tornou-se mais escuro do que antes.
Tudo se move. Menos Ele.
Ele vive no céu dos gatos. E nós, no inferno dos humanos.
terça-feira, 4 de maio de 2010

Amanhã levarei o dia a pensar na semana que vem,
Hoje à noite tenho de pensar o dia de hoje, para planear o amanhã
Mas ontem não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A ilusão da minha objectividade subjectiva,
O sonho da nossa vida real acordado
Pelo cansaço do dia-a-dia
Um confronto de mundos para apanhar o vai e vem e volta especial
Este espírito nómada...
Na semana que vem, sim, ou… depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-me para pensar no amanhã do dia seguinte...
Da semana que vem.
Já tracei um plano mas não hoje… já estava traçado.
Esta alma desatinada
Vai debruçar-se à janela para conquistar o outro mundo.
Ontem à noite
Confidente a almofada, boceja
Pelo cansaço de todas as noites.
Esta noite será igual
Na semana que vem, sim, ou… depois de amanhã...
Também.
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito e muito de repente, de dentro...
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Não a esventrem, não, ela sabe que é segredo também.
Quando era criança o meu querubim divertia-me toda a semana.
Quando era criança a caça ao tesouro divertia-me toda a semana.
Na semana que vem, sim, ou… depois de amanhã...
Serei outra,
Hoje não quero dormir, porque amanhã acordarei com um pesadelo
Mas não consigo comandar o bater das pestanas
Tenho muito sono. Tenho de descansar
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
para apanhar o vai e vem e volta especial
Na semana que vem, sim, ou… depois de amanhã...
Antes de hoje, não...
O dia-a-dia de amanhã castiga
Porque é para ontem.
Na semana que vem, sim, ou… depois de amanhã...
Te direi as palavras que te disse ontem.
De corpo cansado
Adormeço na pausa
tão serena
do nosso adeus
que tardou a acontecer.
Na semana que vem, sim, ou… depois de amanhã...
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Gosto de ti quando me fazes sorrir, rir e gargalhar.
Gosto de te sentir sorrir.
Gosto que te rias dos meus delírios.
Gosto da tua forma de falar.
Gosta da tua forma de asneirar.
Gosto de te surpreender.
Gosto de ti porque gosto da tua sinceridade.
Gosto de ti porque me contas histórias.
Gosto de te ouvir acordar.
Gosto de acordar contigo.
Gosto de te seduzir.
Gosto da (in)tranquilidade que me fazes sentir.
Gosto de ti porque sem falar pensamos exactamente “nisso”.
Gosto do teu riso irónico, quando digo alguma coisa estúpida, ou quando digo uma verdade ou…quando digo uma mentira…
Gosto quando ficas baralhado.
Gosto quando te esqueces.
Gosto de lembrar-te.
Gosto de irritar-te.
Gosto da nossa frontalidade.
Gosto da nossa ambiguidade.
Gosto de gostar de te pedir desculpa.
Gosto de ti porque me desculpas.
Gosto que saibas tudo de mim.
Gosto que saibas tão pouco.
Gosto da tua voz.
Gosto de confiar em ti.
Gosto da nossa liberdade.
Gosto de saber que estás bem.
Gosto simplesmente de saber de ti.
Gosto de ficar horas a conversar contigo.
Gosto do nosso silêncio.
Gosto de sorrir a pensar em ti.
Gosto porque não sei não gostar de ti.
Gosto de ti.
E vou gostar sempre.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
RELATIVIDADE
quarta-feira, 14 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
"Vivem em nós inúmeros;
Se penso ou sinto, ignoro
Quem é que pensa ou sente.
Sou somente o lugar
Onde se sente ou pensa."
"Tenho Mais Almas que Uma"
"Há mais eus do que eu mesmo.
Existo todavia
Indiferente a todos.
Faço-os calar: eu falo.
Os impulsos cruzados
Do que sinto ou não sinto
Disputam em quem sou.
Ignoro-os. Nada ditam
A quem me sei: eu escrevo."
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
EM 2010...
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas."
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Travaste batalhas de causas perdidas, perdeste-te, encontraste, tornaste a perder e ainda não te encontraste. Eu, desencontrada deixei-te perder. Perdoa-me…
Agora e depois de me ter erguido, recuperei-te e jamais quero voltar a perder-te. Fazes parte de mim, das minhas memórias passadas e futuras, dos meus pensamentos sentidos e das minhas orações pensadas – tu e a tua “entranha”.
…”o mundo era nosso”. Amiga, o mundo É nosso! Compromissos comprometidos ainda assim, comprometo-me a sonharmos juntas sonhos por nós sonhados…hoje ou amanhã e, para sempre…
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O seu olhar transparece esta dor, mas a cada pestanejar, confortam-no as memórias dos sorrisos das crianças que sorriu.
Agora é, apenas mais um velho trapo desnudo e largado. A barba amarelecida pelo vento, leva-me a voar por entre um céu breu estrelado – estrela cadente dos meus sonhos de infância – o trenó, que jurava em palavra de escuteira ter visto, atrelado ao Rudolfo que me piscava sempre o olho nas Vésperas de Natal.
O Pai Natal está magoado!
As crianças não mais escrevem cartas, mas antes enviam-lhe correio electrónico.
O Pai Natal já não desce pela chaminé – sobrevivemos em blocos de cimento com aquecimento central.
O Pai Natal já não aparece de surpresa na ceia – as famílias já não existem.
O Pai Natal já não sai à rua – encontramo-lo nos centros comerciais.
O Pai Natal já não tem trenó – foi vítima de carjacking.
O Pai Natal já não é barrigudo – é demodé.
Poucos sentirão a saudade que já te sinto.
O Pai Natal não existe!
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
PEGA LÁ, MORANGO!
Pois…mas e, se de repente, num IMPULSO um conhecido lhe oferecesse um PACOTE DE PASTILHAS ELÁSTICAS?!
Limpinha que sou e, para as mentes mais perversas, ficam a saber que sou briosa na minha higiene oral aliás, sou uma fã e frequentadora assídua dos consultórios dentistas.
Por estranho que apareça, a oferenda está associada a um cocktail de champagne divinal que ontem degustei ao final da tarde (invejoso).
Vindo de ti, caro Eng.º, num impulso resolvi aqui vir louvar um sentido de humor teu, que desconhecia. Agradeço o “sorriso trident” que me provocaste.
Só um reparo: numa próxima oportunidade oferece-me com sabor a menta e hortelã, gosto de coisas fresquinhas como eu. As pastilhas de morango são uma grande trafulhice, sabem-me a tudo menos àquele pomo encarnado e suculento. Ou então, oferece mesmo morangos – vai muito bem com champagne.
Isto foi o que tive vontade de te fazer!!!
:-D :-D :-D
terça-feira, 17 de novembro de 2009
ODNUM OA OIRÁRTNOC
E se astro-rei fosse o arco-íris?
E se os cigarros fossem molhados?
E se as sereias existissem?
E se os gelados fossem salgados?
E se as lágrimas fossem secas?
E se as gavetas nunca fechassem?
E se o mundo parasse?
E se as flores não desabrochassem?
E se as serpentes voassem?
E se os livros falassem?
E se as crianças nunca chorassem?
terça-feira, 10 de novembro de 2009
A tua sedução ingénua minorou os meus receios.
Permitiste-me conhecer-te.
Depois dos iniciais sorrisos tolhidos, conquistaste os meus.
Hoje reconheço-te por amigo.
Enxaguaste vezes sem conta as memórias, até tornar impossível a sobrevivência de qualquer gota de suor ou lágrima – assim te senti.
Certa noite, disseste-me que o arco-íris era a perfeita analogia de mim. Análogo a ti: um céu em tons cinzento desmaiado.
Deste-me o branco luz da tua mistura com o negro e eu, o violeta raro da minha mistura com o azul.
Vejo-te seguir às apalpadelas pelo buraco onde estiveras prisioneiro. Agora que nos conhecemos, a opção de voltares a viver na tua cela, não está mais ao teu alcance.
Deixa-te inebriar pelos aromas encantados, deixa-te que eles se impregnem pelo teu cabelo, por ti, por toda a parte. Os teus sonhos terão esse cheiro.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Vives em mim, viciada em ti estou.
Certa sei, que já aí não moro. Porque (não) me queres mal?
Asa partida, meu pássaro voou.
Passei ao teu lado, mas não sabes quem sou, afinal…
Sou pervertida,
Assemelho-me a ti, tal e qual!
Lembras-te? Paixão esquecida.
Sonhei ao teu lado, mas não sabes quem sou, afinal…
Em aguarela incolor,
Pintaste-te tão mal,
Auto-retrato pincelado de dor.
Gargalhei ao teu lado, mas não sabes quem sou, afinal…
Se soubesses - mais vezes aqui virias!
Se te dissesse - sou a tal!
Jamais acreditarias…
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
AUTO-INTERPRETAÇÃO

Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros).
Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me aponta traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho.
Como o panteísta se sente árvore [?] e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada [?], por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."
terça-feira, 29 de setembro de 2009
PROMESSA

Menino Rosa
De onde apareceste tu?
No meu mundo cor-de-rosa, mergulhamos juntos os dois e, de mãos dadas, recitamos prosa...
Eu, Mulher-Menina,
Metamorfose caprichosa,
Vôo libertina
De alma curiosa.
Cruel loucura encarcerada, sorriu simplesmente, menina Emancipada, mulher que Mente.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009

“Quis eu amar lúcida e virilmente uma celeste criatura. Quis ela me ignorar ríspida e silenciosamente numa horrível tortura. Pinto porque nunca a ignorei.”
Nas suas obras transparece alguma intranquilidade porque parece que procura algo que ainda não encontrou.
http://facesdacor.blogspot.com/
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
SIMULADA
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
PELO PÚB(L)ICO
Ele nasceu "com dois sexos". Agora com 24 anos confessa que o seu purgatório foi pejado de tentativas consecutivas de suicídio (insólito nunca ter acertado).
Este suposto hermafrodita conheceu a sua "cara-metade" a navegar neste mundo cibernáutico (como tantos outros). Apenas lhe contou a sua história quando se conheceram pessoalmente. Ela confessa: após o choque inicial, compadece-se dele! Vivem um amor imenso e fazem amor intenso porém, ela nunca viu o seu corpo na totalidade (e mais qualquer coisa ;-)).
Estão presentes os tão aclamados especialistas que fazem grandes dissertações acerca do tema revelando até, os mais recentes estudos na área.
O púb(l)ico está ao rubro porque a seguir a um "curtíssimo intervalo" este hermafrodita vai fazer uma "revelação surpreendente, aguardem!".
Atónita, apercebo-me que durante a apresentação dos "spots" surgem, no canto superior direito, os dois minutos em contagem decrescente (que evolução)! Dou por mim estupidificada a contabilizá-los...
15, 14, 13, 12, 11, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1
"Como prometido, cá estamos!" - grita... mais um pouco de suspense...
E eis senão quando... o suposto hermafrodita não é mais do que "um homem preso num corpo de mulher!" Roga à namorada: "perdoa-me!" e... ambos choram sobre o...bem...leite derramado??? Levo como que um estalo! Acordo e penso: Desculpem?! Durante o amor imenso e o amor intenso o que é que escapou à namorada?! Os meus pensamentos são, agora, perversos.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
TURBILHÃO

O meu sangue pulseia; fervilha e a minha pele borbulha freneticamente, qual lava incandescente...ilusão.
Provocas-me! Deixo de me reconhecer! Não quero ser assim! Transformas-me!
Odeio-te por isso, por isto, por aquilo.
Quem és tu e o que fazes aqui??? Porque vives em mim? Porque permaneces aqui?
Estou exausta. As questões acumulam-se como as ervas-daninhas que entristecem o meu jardim.
As respostas? Procuro-as desesperadamente em ti...não as encontro em mim.
Desertificas-me! A minha esperança reside na vegetação rarefeita que se esforça por dar um pouco de cor aqui e acolá nesta tela que teima em querer ser uma obra-prima.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
DECEPÇÃO: Vida e/ou Morte???
Porque nos decepcionamos (uns) com os outros? Como é possível decepcionarmo-nos connosco próprios?
A decepção é um sentimento tão frustrante e agonizante que (quase) nos impede de continuar.
Será um problema de ansiedade, de querer que tanto se realize, que tanto aconteça, que tanto… (suspiro).
E acordar? Arrastarmo-nos da cama, levantar um corpo que já não conhecemos mais, olharmo-nos no espelho e, “quem és tu?”.
Afundados num Mar Negro, olhamos perplexos os que nos dizem: “Vá, não é nada!”.
DEIXEM-NOS!!!
Deixem-nos cremar a decepção, deixem-nos fazer o luto, deixem-nos rir como loucos e abafar nas lágrimas engolidas, deixem-nos cair no abismo (não nos salvem, por favor!), deixem-nos perder o juízo, deixem-nos usufruir da solidão, e se quisermos…
terça-feira, 1 de setembro de 2009
APIFOBIA
E contar comigo
Vai valer a pena
Ter amanhecido
Ter-me rebolado
Ter-me debatido
Ter-me machucado
Ter sobrevivido
Ter virado a mesa
Ter-me conhecido
Ter virado o barco
Ter-me socorrido
Começar de novo
E contar comigo
Vai valer a pena
Ter amanhecido
Sem as tuas garras
Sempre tão seguras
Sem o teu fantasma
Sem tua moldura
Sem tuas escoras
Sem o teu domínio
Sem tuas esporas
Sem o teu fascínio
Começar de novo
E contar comigo
Vai valer a pena
Já ter te esquecido
Começar de novo
(Começar de novo - Ivan Lins)
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
À PROCURA...
Com três dias de férias resolvi aproveitar para ir à procura de mim. Muni-me de bagagens e, confesso que de alguma tecnologia sem a qual tenho alguma dificuldade em sobreviver: um MP4, o GPS, o Laptop e o telemóvel pessoal.
A aventura consistiu em ir apenas COMIGO PRÓPRIA conhecer o litoral alentejano e em plena época alta, não ter reservado "pouso".
Parto rumo a nenhures e após cerca de duas centenas de kilómetros parei, fiz uma pesquisa e decidi: Porto Covo!
Inseri a morada et voilá: êi-la chegada a um lugar ainda muito agreste após kilómetros de terra a perder de vista. Chego ao centro. Centro? Bem, é o que lhe chamam. Agora teria de saber onde passar a noite. Após alguns telefonemas, estava difícil arranjar um local para o sono da guerreira. Fim-de-semana, início de Agosto..."Estavas à espera do quê???"
Estaciono no único lugar que encontrei; conseguir tirar depois o carro dali, seria um problema a resolver mais tarde.
Deambulei e descobri um hotel, o ÚNICO. Entrei e fui atendida de forma muito cortês por uma recepcionista (gosta do que faz). Fui confrontada com o hotel lotado e informada de que apenas nos dois dias seguintes é que teriam um quarto (segunda e terça). Sim, mas e esta noite? Contei-lhe para quem já tinha ligado. Ela fez uns telefonemas e nada. Convidou-me a tomar um café e sossegou-me: "Se não conseguirmos mais nada, fica aqui na recepção no sofá, não há problema!"
Confesso que tudo isto me estava a dar um gozo enorme e, não continha o sorriso.
Alguns minutos depois e com um sorriso enorme de satisfação, diz-me:
"Hoje vai ficar em casa da minha tia. Ela tem um quarto e amanhã cá a esperamos. Este é o contato, chama-se Isália." Isália? Bem, foi para isto que vim, vamos ver o que me espera.
Outra senhora simpatiquíssima abriu-me a porta, fácil de encontrar porque Porto Covo tem apenas alguns metros quadrados ;-)
"Seja bem-vinda! Então vem assim? Sem marcar nada? Já estamos habituados, sabe? Então com os surfistas... Mas sozinha..." - disse ela numa doce pronúncia vicentina acompanhada por uma menina com os seus 10 anos de idade, que sorria também.
Limitei-me a sorrir.
Acompanhou-me ao quarto. Era branco pálido, com uma decoração caracterísitca e abarrotar de "biblôts": eram o orgulho da D. Isália, a quem eu insistia em chamar de Isilda...
Novo dia, nova busca.
Porto Covo é uma Vila pacata, onde ninguém fecha a porta de casa ou do carro, ou do que quer que seja. Habitada por gente igualmente pacata e de uma simpatia extrema imbuída de um sorriso omnipresente.
Descobri que Porto Covo termina numa rua sem saída, que tem uma praia de nudistas, que tem avestruzes, que tem o melhor arroz de polvo que alguma vez degustei no restaurante "O Luís", que a Ilha do Pessegueiro não tem pessegueiro nenhum, que o Parque de Campismo da Ilha do Pessegueiro não é na ilha mas sim de frente a ela, que... enfim, desafio-vos a irem em busca de novas descobertas.
Entre outras aventuras, procurei por praias desertas análogas ao meu espírito. Todas elas anónimas e selvagens. Surpreendi-me porque todas foram assoladas por ventanias e, não por leves brisas frescas. Criei até a teoria horripliante e nada romântica de que afinal o Vizir de Odemira, como canta o Veloso, não se matou por amor quando era novo, mas afinal terá morrido porque, enquanto estava em cima da falésia a roer uma laranja, uma semelhante ventania o atirou para o abismo ;-)
Valeu a pena? Se me encontrei? Hummm, devo dizer-vos que esta busca foi inspirada num "outdoor" gigantesco "plantado" num terreno baldio à chegada de Porto Covo que dizia: "Outras palavras, outras promessas, o mesmo céu."
A insanidade faz-me bem...
;-)
terça-feira, 21 de julho de 2009
DESPENTEM-SE!
Então, como sempre, cada vez que nos virmos eu vou estar com o cabelo todo despenteado..., mas podes ter certeza que estarei a passar por um bom momento. É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decidir ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.
Deixem a vida despentear-vos!!! O pior que pode acontecer é que, ao rirem-se em frente ao espelho, precisem de se pentear novamente..."






