
Um porto seguro que um dia quis ter
Naufraga na minha inquietude solitária
O amparo da tua voz falando suave
Emudece diante dos meus gritos
A protecção dos teus braços me segurando
Desaparece com os socos nas paredes
O sonho bom de te ser leve
O vento do furacão traga e consome
O desejo de te ser branco-puro
A tinta que derramei encobre, sufoca...
Ricardo Rech

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