
Eis o centro do corpo do meu corpo onde os dedos escorrem devagar e logo voltam esfregam correm e voltam sem cessar.
E então são os meus já os teus dedos e são meus dedos já a minha boca que vai sorvendo os lábios dessa boca tua que quero manipular.
Ardência funda que trepa e fende já sem tempo calando o grito emudecendo o peito.
E todo o corpo nesse movimento em torno em volta no centro desses lábios que a febre escalda engrossa e avoluma e vai cedendo a pouco e pouco nos dedos e na palma.

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