
Tudo é vaidade neste mundo vão...
Tudo é tristeza, tudo é pó, é nada!
E mal desponta em nós a madrugada,
Vem logo a noite encher o coração!
Até o amor nos mente, essa canção
Que o nosso peito ri à gargalhada,
Flor que é nascida e logo desfolhada,
Pétalas que se pisam pelo chão!...
Beijos de amor! Pra quê?! ... Tristes vaidades!
Sonhos que logo são realidades,
Que nos deixam a alma como morta!
Só neles acredita quem é louca!
Beijos de amor que vão de boca em boca,
Como pobres que vão de porta em porta!...
Florbela Espanca

É verdade, gostos e interesses culturais muito parecidos. No Blogspot.com encontram-se afinidades engraçadas.
ResponderEliminarFlorbela Espanca é dorida, cinzenta, mas profundamente realista. Esse choque de realidade faz-me falta muitas vezes. E é a ela que recorro. A poesia tem destas coisas. Deve ser por isso que os poetas têm fama de loucos.
:)
Um Beijo